segunda-feira, outubro 31, 2005

Uma entrevista excepcional (de exceção mesmo)

Quinta-feira, 27 de outubro. Um dia como os outros. No setor de comunicação, trabalho é o que não falta. A direção está certa que nós não fazemos muita coisa. Por isso sempre jogam tarefas em cima dos seus membros. É o que parece.

Quinta-feira tínhamos que ligar para todos os Estados do país para saber quem vem para o encontro nacional do setor, em novembro. Figurões da academia já confirmaram a participação como educadores.

Quinta-feira à tarde, Bel (a amiga Maria Isabel Mercês, do Brasil de Fato) liga e me convida para uma entrevista. Horário, 19h30; lugar, Hotel Maksud Plaza; assunto, "mil coisas". Naquela noite, José Saramago estaria lançando seu novo livro no SESC Pinheiros. O escritor português não é o nosso entrevistado.

Quinta-feira à noite o idioma para o dialogo é italiano. Da "velha bota" veio o nosso personagem. Para alguns, um militante transviado, que passou por um processo de "transformismo" (como diria outro italiano, da Sardenha). Largou o confronto político para fazer proselitismo do fim do imperialismo. É polêmico e controvertido, decerto. Tem conteúdo e base para a discussão, sem dúvida.

Quinta-feira à noite, por meio da ajuda de um companheiro do entrevistado, um italiano amigo e cicerone no Brasil, ficamos frente a frente com o velho comunista italiano. Radical marxista-leninista. Ideólogo das Brigadas Vermelhas, uma das maiores idiotices da história da esquerda italiana e mundial (quem viu "Bom dia, noite", sabe). No passado. Agora largou Lênin. Colocou outro no lugar como modelo (opa!) intelectual. Um pensador francês, destrinchador do poder e formulador do biopoder.

Quinta-feira, 27 de outubro à noite, ficamos frente a frente com Antonio Negri, o homem do "Império", bíblia dos neo-anarquistas, dos neo-zapatistas ou todas as categorias que podemos enquadrá-los - só para os próprios ficarem putos e xingarem os "socialistas de merda que não conseguem deixar ninguém fora de alguma categoria”. É verdade, para o bem e para o mal.

Quinta-feira à noite a entrevista foi estranha - não foi ruim, mas não foi boa. Sentado à nossa frente, atento a uma aparentemente deliciosa caipirinha, Negri se comunica conosco em italiano (deve saber francês, com certeza, e inglês, talvez - mas o nacionalismo - opa!, mais uma vez - o restringe ao italiano). Eu e a Bel não sabemos italiano – ninguém sabe fora da Itália! O “assessor-amigo” sabia. Só que a má vontade e pouco caso o impedia de traduzir de maneira decente, de forma a compreendermos o que dizia o filósofo para dialogarmos de fato. O Negri falava cinco minutos. Ele traduzia em três ou quatro palavras. Ou seja, comunicação limitada.

Quinta-feira à noite foi preciso jogo de cintura. Dava para entender uma coisa ou outra. Muito pouco pela erudição do entrevistado e a necessidade dos entrevistadores. Sem problemas. Perguntávamos, ele respondia. Não entendíamos. Deixa para lá. Próxima pergunta. Com pose de garanhão-fodedor, o “assessor-amigo” não ajudava. Pior: atrapalhava. "A entrevista vai até oito e vinte", insistia. Antes do prazo acordado, já começou: "última pergunta".

Quinta-feira à noite pressionamos um dos mais polêmicos pensadores da atualidade. “Negri, em o 'Império' a idéia central é que não existe mais o imperialismo, política pela qual os países centrais avançam sobre os países periféricos para colocá-los sob sua influência. No livro, você diz que não existe o imperialismo, mas uma força supranacional sem uma nação central. Como você explica a invasão do Iraque, do Afeganistão e as bases militares dos Estados Unidos em 121 países, metade do globo?


Quinta-feira à noite Negri respondeu o nosso questionamento. A pergunta nem precisou da tradução do cicerone folgado. Sabe que sua teoria é polêmica e espera tal pergunta. O filósofo italiano respondeu com muita ênfase e firmeza. Só que não deu para entender nada da resposta. Ele respondeu em italiano – e o “assessor-amigo” tava há um bom tempo ignorando a gente.

Antonio Negri só fala em italiano; tradutor não traduz nada

* Em homenagem aos amigos Bruno Fiuza e Tiago Mali, que estão do outro lado do Oceano Atlântico...

quarta-feira, maio 04, 2005

Marcha Nacionall Pela Reforma Agrária


Foto: Maíra Kubik

Muito orgulho desses brasileiros e brasileiras!!!
Viva o Movimento Sem Terra e cada um dos seus militantes!!!
Viva a Marcha Nacional Pela Reforma Agrária!!!

segunda-feira, abril 25, 2005

Le mort saisit le vif

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O texto abaixo surgiu a partir de uma discussão com alguns amigos, em especial o companheiro Alexandre Gajardoni, sobre racismo no Brasil e a prisão do jogador argentino que fez ofensas racistas contra o jogador Grafite, do São Paulo. A melhor forma de trabalhar idéias e formulá-las é colocando-as em confrontação e em debate, que continua aberto.


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Além dos males modernos, oprime a nós uma série de males herdados, originários de modos de produção caducos, com seu séqüito de relações políticas e sociais contrárias ao espírito do tempo. Somos atormentados pelos vivos e, também, pelos mortos. Le mort saisit le vif. [O morto tolhe o vivo]
Karl Marx, em O Capital



A diferença entre racismo e outras formas de preconceito é que a sociedade brasileira é estruturada pelo racismo (não só por ele, que é um dos fatores determinantes para a nossa constituição social). Desde a escravidão, os negros estão na base da pirâmide social e, os brancos, na parte superior. A escravidão acabou em 1888, com a Lei Áurea, mas pouca coisa mudou na estrutura racial.

Os negros foram impedidos de terem propriedade, por meio da Lei de Terras (decretada já em 1850), acesso a escola, alimentação suficiente, habitação decente, entre outras coisas, e ficaram limitados a atividades menos qualificadas, ficando como serviçais dos brancos.

No processo histórico, tal mecanismo de exclusão foi diluído - há negros com boas condições de vida, pardos pobres e brancos miseráveis etc. -, no entanto, a estrutura social racista é a mesma. Além dela, claro, tem a questão de classe, que não pode ser ignorada. Por isso, enquanto os brancos são excluídos por diferenças de classe, os negros são marginalizados por uma questão de classe e raça.

Tratar da questão de raça hoje não é, necessariamente, colocar brancos e negros em conflito. O que precisamos é que a sociedade brasileira e mundial como um todo (povos brancos, pretos, pardos, orientais e indígenas e também as nações colonizadoras, colonizadas, exportadoras de escravos) subverta a lógica da exclusão do negro e formule políticas públicas que acabem com o processo histórico que se perpetua até hoje.

O negro faz seu papel quando se identifica com os escravos, pois lá estão as raízes da atual exclusão, além de ser um elemento de coesão dos negros para tentarem a própria emancipação. Por outro lado, convém ao branco deixar isso de lado, afinal de contas, não é nenhum orgulho. Mesmo assim, a sociedade brasileira precisa, em primeiro lugar, assumir politicamente que o país apresenta uma estrutura racista. Só a partir disso poderemos mudar tal situação.

Não se pode trabalhar com a idéia de que os brancos são culpados pela situação dos negros. Muito menos se deve alimentar qualquer sentimento de vingança. Isso é uma questão política, e tem de ser tratada politicamente, com outras terminologias e regras. Tratar dessa maneira tumultua, fragmenta e não resolve.

Sendo assim, é preciso colocar alguns pontos: Em primeiro lugar, precisamos de um diagnóstico da situação: a sociedade brasileira é estruturada pelo racismo; segundo, a sociedade e o Estado precisam admitir o processo histórico que exclui o negro; terceiro, é preciso construir também políticas públicas concretas, que vão requerer um sacrifício da sociedade como um todo, para acabar com o ciclo racista; para finalizar, os negros precisam se organizar e pressionar por mudanças, porque ninguém vai fazer nada por eles (Como diz o preto até os ossos Mano Brown: "Quem gosta de nós, somos nós mesmos").

Tem razão aquele refuta a idéia de que "todo branco é racista e todo negro sofre preconceito, todo branco é culpado pela situação dos negros". Como disse acima, falar em culpa é besteira e foge da discussão política. No entanto, precisamos ter em mente que brancos, negros, índios, descendentes de orientais fazem parte de uma sociedade estruturada no racismo contra os negros. Dessa forma, a sociedade como um todo precisa ter consciência disso para superar tal lógica.

Alguns brancos dizem o seguinte: Eu, por ser branco, devo me identificar com aqueles que escravizaram e batiam nos negros? Para mim, devemos sim, porque os brancos (escravistas ou não) formaram um bloco social (como os negros, descendentes de escravos ou não, também, mas do outro lado) que sustenta a estrutura racista da sociedade, que concentrou o capital nos brancos e a exploração do trabalho e discriminação nos negros. Claro que a sociedade de classes exclui também o branco, mas aí a conversa é outra.

Não é possível pensar em uma solução para o problema do racismo estrutural brasileiro se não analisarmos o processo histórico da sua formação. Não dá para ignorar o passado, que significaria colocar em segundo plano os motivos. Se alguém acredita que temos que discutir a solução e deixar de lado o que aconteceu, podemos dizer que Karl Marx foi um pensador inepto (concordando ou não com ele) e O Capital um livro insignificante.

Prender alguém por crime de racismo, como prevê a lei brasileira, tem conseqüências importantes na luta anti-racista. Tal atitude pode não acabar com o racismo, mas coloca no plano simbólico (lugar onde o racismo é muito forte) a noção de que ser racista é crime, que os negros precisam ser respeitados e tiveram força de organização política suficiente para que isso fosse regulamentado. É a legislação nacional admitindo o caráter racista da nossa sociedade e criando um instrumento para contê-lo.

As cotas em universidade realmente são polêmicas, mas eu sou a favor. É uma forma de o Estado assumir a estrutura racista da sociedade e tentar intervir para modificá-la. Além disso, no plano simbólico é importante termos médicos, jornalistas, engenheiros, cientistas, professores etc. pretos. É uma forma dos outros se espelharem e saberem que é possível.
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Fora que a convivência entre brancos e pretos, no mesmo nível (como alunos da universidade, por exemplo) vai fazer a sociedade avançar e, naturalmente, dissolver o sentimento racista. Mesmo com as cotas, é preciso ter claro que é preciso revolucionar o sistema falido da educação, uma vez que um povo que não tem acesso à educação de qualidade não tem consciência e força para a sua emancipação.

Igor Felippe

sábado, março 26, 2005

Para pensar...

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"Em um momento em que a democracia está em crise, e a esperança na democracia também está em crise, cabe à esquerda recuperar a fé perdida. Esse é o grande desafio", disse o escritor uruguaio Eduardo Galeano, autor do livro "As Veias Abertas da América Latina", no 5º Fórum Social Mundial. Para se pensar...

terça-feira, março 22, 2005

Parabéns Jorge Ben

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22 de março. Neste mesmo dia, em 1942, no Rio de Janeiro (RJ), nasceu um mito: Jorge Duílio Lima Menezes. Criador do samba rock, misturou diversos estilos como samba, bossa nova, tropicalismo, MPB e psicodelia.

Em Samba Esquema Novo (63), A Tábua de Esmeralda (72) e África Brasil (76), o músico deixou "as três partes da filosofia universal". Um dos mais importantes nomes da música brasileira no século 20. E ponto. Parabéns Jorge Ben e à música brasileira!!!

Zumbi

em A Tábua de Esmeralda (72) e África Brasil (76)

Angola gongô benguela
Monjolo capinda nina
Quiloa rebolo
Aqui onde estão os homens
Há um grande leilão
Dizem que nele há
Um princesa à venda
Que veio junto com seus súditos
Acorrentados num carro de boi
Eu quero ver
Eu quero ver
Eu quero ver
Angola gongô benguela
Monjôlo capinda nina
Quiloa rebolo
Aqui onde estão os homens
Dum lado cana de açúcar
Do outro lado o cafezal
Ao centro senhores sentados
Vendo a colheita do algodão tão branco
Sendo colhidos por mãos negras
Eu quero ver
Eu quero ver
Eu quero ver
Quando Zumbi chegar
O que vai acontecer
Zumbi é senhor das guerras
È senhor das demandas
Quando Zumbi chega
Zumbi é quem manda
Eu quero ver
Eu quero ver
Eu quero ver

Continua...

Saudações aos fãs de Jorge Ben,

Igor Felippe

segunda-feira, março 21, 2005

09/12/2004

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Coloco estas fotos por dois motivos. Em primeiro lugar, para treinar como se coloca fotos nesta bomba; em segundo, porque são sensacionais.

Em 9 de dezembro de 2004, mais de 20 pessoas se reuniram para deixar para a história este registro da colação de grau do Jornalismo da PUC. Na outra, a nossa elegância e simpatia à escada do teatro. Detalhe para o penetra da Metodista, o companheiro boliviano Luiz Moralles.


Todo mundo que está na foto: Felipe Fofinha, Otavio Bojudo, Mazzoco, Julião, Brunão, Luiz Metô, Camilla Salmazi, Igor, Julinha, Camila Loura, Ligião, Luiz, Monica, Rafael, Bel, Cauê, Tiago, Ale Gaja, Leo, Dante, Elisa, Rafael Carica e MeLLinho. Ufa!

O céu é o limite para Leo, Luiz Metô, Otavio, Tiago e Igor



Saudações a todos e todas,

Igor Felippe
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quarta-feira, março 16, 2005

Contraponto

Amigas e amigas,

a nova Reitoria da PUC-SP, eleita no ano passado, começou sua gestão com uma ameaça ao Contraponto, jornal-laboratório do curso de Jornalismo, eleito pela Expocom (Exposição da Pesquisa Experimental em Comunicação) o melhor jornal do gênero do Brasil há dois anos.

Em reunião com o professor Wladyr Nader, coordenador do curso de Jornalismo, no começo de março, para discutir os gastos em produções laboratoriais, a assessoria da Vice-Reitoria Administrativa abriu a possibilidade de mudar o jornal de quatro cores para PB com o objetivo de "baratear o custo de gráfica".

Os participantes do Contraponto organizaram um movimento contra a medida insensata e burra da Reitoria e pediram para os alunos formados escreverem textos sobre a importância do jornal na formação acadêmica. Abaixo o texto enviado por mim.

Depoimento sobre o Contraponto

Quatro anos. Muitas experiências, decepções, aprendizado e enrolação. Em todo o período, nada foi tão importante para a minha formação acadêmica como o Contraponto, jornal-laboratório da PUC-SP, criado em outubro de 2001, no meu primeiro ano na universidade.

No curso inteiro, o Contraponto foi a única experiência universitária que levou os estudantes a se sentirem jornalistas de verdade. Fazer um trabalho e entregar para o professor é muito diferente de publicar uma reportagem em um jornal, com tiragem de três mil exemplares, lido no país inteiro e respeitado no mercado de trabalho.

Em 2001, participei das discussões para a elaboração do jornal, sua política editorial e seu formato. Logo no ano seguinte, ganhamos o premio da Exposição da Pesquisa Experimental em Comunicação (Expocom) de melhor jornal laboratório do Brasil.

Tenho diversas reportagens publicadas no Contraponto nos quatro anos de PUC. Entrevistei para o jornal uma série de personalidades, como o sociólogo Octávio Ianni, o articulista Janio de Freitas e os repórteres Rubens Valente e Eduardo Scolese (Folha de S.Paulo), os jornalistas Juca Kfouri (CBN e TV Cultura) e Paulo Henrique Amorim (TV Record), o cineasta Manoel Rangel (assessor do Ministério da Cultura), o responsável pela TV Cultura Jorge da Cunha Lima, o responsável pelo provedor UOL Gil Torquato, o presidente do Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo Frederico Ghedini, o jornalista e matemático Cláudio Weber Abramo (ONG Transparência Brasil), entre outras que não me recordo.

Contudo, ser jornalista não é apenas fazer entrevistas e produzir reportagens, mas participar de um coletivo de pessoas que constroem dia a dia uma publicação, com um projeto editorial, uma linha de abordagem e um prazo de fechamento. Além disso, é enquadrar seu texto dentro de um contexto editorial, não como peça isolada.

O jornalista deve também ir além do texto. Só trabalhando num jornal se percebe a dimensão que tem as imagens e as construções gráficas, e a importância de chapéus, linha-fina, olhos, intertítulos, copidescagem, revisão e edição. Tudo voltado para satisfazer o leitor e informá-lo da melhor maneira. No entanto, isso só faz sentido quando o material produzido vai além do professor e chega ao público, aquele que teremos que enfrentar por toda a carreira como profissionais.

Por esse conjunto de fatores agregados na participação dos estudantes no jornal, todas as vezes que fui fazer uma entrevista de trabalho, levei as edições do Contraponto nas quais escrevi debaixo do braço. Aqueles que conheciam, davam pontos para mim por participar do jornal; os que viam pela primeira vez, ficavam impressionados pela “cara” do jornal, a foto grande e virtuosa da capa, o formato tablóide e a diagramação diferenciada e as cores no seu interior. Impactante, o material sempre chamava atenção.

Nas viagens que fiz durante o curso de Jornalismo, por exemplo, para o 2º e 3º Fórum Social Mundial, em Porto Alegre (RS), e para o 1º Fórum Social Brasileira, em Belo Horizonte (MG), quando distribuíamos o Contraponto, à primeira vista, as pessoas se interessam pela publicação por causa do seu visual. Só depois, com o contato com os textos, percebiam as suas qualidades editoriais. No Jornalismo, conteúdo e forma estão ligados de maneira permanente e inviolável. Quando se coloca o cuidado com o aspecto visual em segundo plano, marginaliza-se também o conteúdo.
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Depois de toda essa caminhada, na qual solidificamos um jornal de primeira qualidade e com credibilidade, tirar as cores do Contraponto não é só tirar o brilho de uma publicação premiada, mas regredir na construção de um curso de Jornalismo que forme estudantes capacitados para atuar como jornalistas em um mercado de trabalho cada vez mais competitivo e cruel.

domingo, março 13, 2005

Primeiro Devaneio


"Devanear - 1 Fantasiar, imaginar. Tr. ind.
2 Pensar vagamente em. Intr.
3 Dizer ou imaginar coisas sem nexo."


Depois de receber o endereço do blog do amigo Brunão (
http://goodmorningquito.blogspot.com/), que foi para Quito, capital do Equador, estudar e realizar o sonho de conhecer e perambular por toda a América Latina, tentei deixar uma mensagem para ele.

Queria deixar o primeiro comentário em seu blog e contemplá-lo com palavras bonitas, como:
"Nossa, que bicha esse Brunão. Agora tem blogzinho? Vai caçar o que fazer aí em Quito!!!"

No entanto, seria necessário ter um cadastrado. Ok, como para zoar meus amigos não desanimo fácil, fui fazer o cadastro. Quando termino, vejo que a inscrição me dava direito a um blog também. E estou aqui deixando minha primeira mensagem.

Faz um bom tempo que quero fazer um blog. É um instrumento para registrar reflexões, análises, críticas e diagnósticos, ou seja, besteiras homéricas, que surgirão da possibilidade inequívoca de me enforcar nas cordas da liberdade e perder o controle da minha inconsequência. Ou seja, devanear, como a epígrafe deste texto descreve.

Aqueles que me conhecem sabem dos assuntos pelos quais me interesso. Gosto de Política (no sentido grego, que transcende o significado que a palavra tem atualmente), de Economia (ciência que ultrapassa o sentido mercadista e financeiro que a imprensa e a máquina ideológica querem limitá-la), de Música (tenho um gosto muito variado, que vai da bossa-nova ao punk rock, do samba ao rap e do blues à MPB), de Cinema (em fevereiro fui bastante ao cinema, assisti Machuca, Edukators, Menina de Ouro e quero ver Ray) e Futebol (sou corintiano, meu time é rico em dinheiro e pobre de resultados, por isso, no atual quadro, esse tema será evitado...).
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Então, devo escrever algumas coisas sobre esses assuntos aí. Vamos ver no que vai dar... Conforme eu tenha tempo e algum assunto me chame atenção, eu registro por aqui. No momento, é isso.

Saudações a todos,

iGOR Felippe