Vejam que dizem que Serra jamais integrou “grupos terroristas armados”.
Já Dilma, durante a ditadura, “ingressou em grupos armados, responsáveis por assaltos, sequestros, assassinatos” e foi casada com dois “terroristas”.
O PSDB considera Carlos Marighella como o Bin Laden brasileiro.
E os grupos que lutaram contra a ditadura militar são ascendentes do PCC (de fato, os tucanos têm trauma com o PCC...)
O que o “ex-terrorista” que integrou a ALN (Ação Libertadora Nacional) Aloysio Nunes Ferreira, grão-tucano que foi secretário da Casa Civil do governo Serra e ministro da Justiça de FHC, vai achar desse tipo de tratamento?
Aloysio Nunes não deve ter vergonha do seu passado de terrorista, assaltante, sequestrador e assassino (nas palavras do PSDB).
Tanto que estava na mesa da solenidade que deu a Carlos Marighella o título de Cidadão Paulistano, na Câmara dos Vereadores de São Paulo, no dia 4 de novembro de 2009 (exatos 40 anos depois do seu assassinato).
Aloysio Nunes é o primeiro da direita.
Estranho é que o PSDB nasceu do PMDB, que combateu a ditadura, mas adota agora a mesma fraseologia dos tempos autoritários, que era usada para legitimar os assassinatos dos seus inimigos... Deve ser a companhia do DEM (descendente da Arena).
