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A vida é como uma montanha russa. Em determinados momentos, estamos felizes, animados e tranqüilos. Em outros, ficamos preocupados, desanimados e estressados. É um sobe e desce.
Acho que é algo normal.
Não teria graça nenhuma ser permanentemente feliz. O que esperar do amanhã? Um dia como o de hoje! Não pode ser assim. Pior ainda seria se ficássemos sempre tristes.
Que desgraça.
Em ambos os casos, estariam eliminados os componente humanos das pessoas e as surpresas da vida.Ou seja, não adianta revolta. Temos que nos resignar. O momento mais complicado desse sobe e desce é quando, no melhor momento, a onda começa a fazer a curva para baixo. É um choque.
Por quê? Estava indo tudo tão bem!
Ainda desacostumados com a nova situação, bate uma instabilidade, insegurança e desconfiança. Aí mora o perigo. Um momento desse tem potencial explosivo. Um olhar torto pode ter resultados inesperados.
Eu mesmo, nessas horas, nem sempre consigo me controlar e acabo descontando numa pessoa amada. Não entendo bem o porquê. Deve vir do medo de nos abrir e dizer com todas as palavras: preciso de ajuda!
Desconfio que todo mundo seja meio assim.
Já vi alguns casos. Não, não estou querendo justificar. Apesar de não ter lógica, faz algum sentido. Estouramos sobre nossos amigos justamente porque são pessoas que podem nos entender, nos perdoar e nos ajudar.
É um grito com um pedido de ajuda.
Admito que mal dado e travestido de outra forma. Só que tem dois efeitos colaterais possíveis que estão ligados. Em primeiro lugar,em caso de exagero da parte do desesperado.
Em segundo lugar, a “vítima” não entende a situação e fica sentida.Aí o remendo sai pior ainda. Justamente aquele que poderia ajudar, fica magoado!
A reação pode ser uma resposta bem dada ou uma tristeza calada. No primeiro caso, pode até ser um bom caminho. Da discussão pode vir a redenção. O que você tem, cara?
Essa é a pergunta.
Abre o caminho para que o “agressor” abra o coração.E quando não vem? Pode desandar e piorar ainda mais a situação da pessoa que estava num momento ruim. Em vez de ajuda, tem mais uma cruz para carregar. A onda da vida vai mais pra baixo ainda.
E a ajuda necessária não vem.
O desespero aumenta, junto com as preocupações e o nervosismo. O que fazer? A tendência é ficar mais nervoso e fazer mais besteiras. A saída é parar, pensar e tirar o time de campo. Podemos magoar pessoas amadas de novo.
O isolamento não é uma boa solução no longo prazo, mas há momentos na vida em que é o jeito. Aguardar até nos acertar para, aí sim, conversar. O problema é que, nesse tempo, não temos a quem recorrer. E a situação pode piorar mais ainda.
Sofrimento.
E ficamos ainda com aquela pergunta na cabeça: por que descontamos os nossos problemas em pessoas amadas?
segunda-feira, outubro 19, 2009
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